Conceito e Missão

Nossos serviços

Serviços de modelagem digital do Espaço Urbano
Nossos modelos digitais vão além da simples representação visual, incorporando informações censitárias, dados do Catálogo Técnico Multifinalitário dos municípios, área construída, altura das edificações e outros indicadores fundamentais. Com essa base de dados estruturada, é possível cruzar informações e gerar diagnósticos objetivos sobre a ocupação do espaço urbano, permitindo um planejamento mais eficiente e fundamentado.
A aplicação desses modelos viabiliza uma série de benefícios, como:
  • Análise de densidade urbana e ocupação do solo;
  • Gestão territorial aprimorada, facilitando decisões sobre zoneamento e infraestrutura;
  • Apoio ao planejamento de mobilidade urbana por meio da integração de dados espaciais e populacionais;
  • Monitoramento e preservação do patrimônio histórico e arquitetônico, garantindo intervenções mais precisas;
Insolação no recinto urbano
Estudos de simulação de insolação foram realizados para avaliar o impacto da implantação e da verticalização das edificações sobre o microclima urbano. Foram analisadas como as novas torres comerciais e residenciais poderiam modificar a distribuição da luz solar nas ruas e nas edificações vizinhas. 

Este estudo, feito no bairro Savassi – uma das regiões mais dinâmicas e adensadas de Belo Horizonte – revelou que a crescente verticalização resulta em zonas de sombreamento prolongado, reduzindo a insolação em praças e passeios, impactando a qualidade do espaço público e o conforto térmico dos pedestres. Além disso, permitiu propor estratégias para a mitigação das zonas de calor, como a orientação diferenciada das novas edificações, a introdução de fachadas mais permeáveis à ventilação e a criação de áreas verdes.

Estudo de Insolação Savassi

Modelagem de Cenários Urbanos

Este estudo avançado analisa o espaço aéreo de um dos maiores conjuntos históricos da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais: a Praça da Liberdade, ponto da maior altimetria dentro dos limites originais da cidade. A prática de implantar edifícios administrativos em locais de destaque fez parte da tradição na criação de cenários urbanísticos luso-brasileiros. Belo Horizonte, tal como nas cidades históricas mineiras, foi projetada com o paço administrativo implantado no ponto de maior altimetria na área urbana, definida pelo contorno de uma avenida lindeira, a avenida do Contorno. O estudo verifica como o bloqueio visual ocorreu com o crescimento das edificações ao redor da praça, e como invadiram visualmente o espaço aéreo. Tal situação pode ser tomada como interferente nas relações de identidade e orientação das pessoas. O uso da computação ambiental permite prever tais problemas em estudos que passaram a ser chamados de “Viewsheds”.

 

Serviços de modelagem digital do Espaço Urbano
Nossos modelos digitais vão além da simples representação visual, incorporando informações censitárias, dados do Catálogo Técnico Multifinalitário dos municípios, área construída, altura das edificações e outros indicadores fundamentais. Com essa base de dados estruturada, é possível cruzar informações e gerar diagnósticos objetivos sobre a ocupação do espaço urbano, permitindo um planejamento mais eficiente e fundamentado.
A aplicação desses modelos viabiliza uma série de benefícios, como:
  • Análise de densidade urbana e ocupação do solo;
  • Gestão territorial aprimorada, facilitando decisões sobre zoneamento e infraestrutura;
  • Apoio ao planejamento de mobilidade urbana por meio da integração de dados espaciais e populacionais;
  • Monitoramento e preservação do patrimônio histórico e arquitetônico, garantindo intervenções mais precisas;
  • Otimização da arrecadação municipal por meio da atualização de informações sobre edificações e sua área construída.
Estudo de Insolação no recinto urbano
Para exemplificar, no bairro Savassi, uma das regiões mais dinâmicas e adensadas de Belo Horizonte, estudos de simulação de insolação foram realizados para avaliar o impacto da verticalização e da disposição das edificações sobre o microclima urbano. Utilizando modelagens computacionais, pesquisadores analisaram como novas torres comerciais e residenciais poderiam modificar a distribuição da luz solar nas ruas e nas edificações vizinhas.
O estudo revelou que a crescente verticalização da Savassi resultou em zonas de sombreamento prolongado, reduzindo a insolação em praças e passeios, impactando a qualidade do espaço público e o conforto térmico dos pedestres. Além disso, a análise permitiu propor estratégias de mitigação, como a orientação diferenciada das novas edificações, a introdução de fachadas mais permeáveis à ventilação e a criação de áreas verdes que equilibrassem os efeitos do sombreamento e das ilhas de calor.
Esse tipo de simulação é fundamental para que o crescimento urbano ocorra de maneira planejada, evitando que o adensamento excessivo comprometa a qualidade ambiental e o bem-estar da população.

Estudo de Insolação Savassi

Criminalidade em Zonas Especiais de Interesse Social
A Pedreira Prado Lopes é uma das favelas mais antigas de Belo Horizonte, localizada na região Noroeste da cidade. De acordo com o Plano Diretor do município, essa área é classificada como ZEIS 1 (Zona Especial de Interesse Social 1), destinada a áreas já ocupadas por assentamentos informais, como favelas e vilas. Essa classificação visa promover a regularização fundiária e a melhoria das condições de moradia para os residentes.

A análise sintática do sistema de circulação (pedestres e automóveis), numa sequência histórica, revelou que a integração do traçado urbano modificou-se desde 2002, quando o local era considerado um dos mais violentos do país, até 2014, quando as vias foram sendo integradas, e consolidaram a reforma urbana com o alargamento da Avenida Antônio Carlos (em branco). Um conjunto habitacional do programa Vila Viva (A), juntamente com o conjunto residencial IAPI foram beneficiários imediatos desta integração das vias, sendo esse estudo confirmador da proposição de melhorias pelo Observatório de Saúde Urbana de BH.

Serviços de modelagem digital do Espaço Urbano
Nossos modelos digitais vão além da simples representação visual, incorporando informações censitárias, dados do Catálogo Técnico Multifinalitário dos municípios, área construída, altura das edificações e outros indicadores fundamentais. Com essa base de dados estruturada, é possível cruzar informações e gerar diagnósticos objetivos sobre a ocupação do espaço urbano, permitindo um planejamento mais eficiente e fundamentado.
A aplicação desses modelos viabiliza uma série de benefícios, como:
  • Análise de densidade urbana e ocupação do solo;
  • Gestão territorial aprimorada, facilitando decisões sobre zoneamento e infraestrutura;
  • Apoio ao planejamento de mobilidade urbana por meio da integração de dados espaciais e populacionais;
  • Monitoramento e preservação do patrimônio histórico e arquitetônico, garantindo intervenções mais precisas;
  • Otimização da arrecadação municipal por meio da atualização de informações sobre edificações e sua área construída.
Banco de dados de conflitos urbanos 
O conceito de crowdsourcing ou produção colaborativa foi utilizado em 2007 como “mapeamento ativista” pela empresa Ushahidi, NO Kênia. Apresentando informações geolocalizadas sobre problemas e conflitos nas eleições presidenciais os observadores locais podiam enviar relatos via internet utilizando seus dispositivos móveis ou computadores pessoais, criando um registro de eventos simultaneamente temporal e geograficamente localizado.
Sendo uma plataforma livre, que permitia a usuários de diversas partes do mundo adaptá-la de acordo com as necessidades de uso próprias, foi transformada por nosso grupo em um modo de recolher avaliações ambientais considerando a acessibilidade, habitabilidade, riscos e desenho universal. O vídeo abaixo explica o processo aplicado à avaliação do Campus da UFMG.

Modelagem de Cenários Urbanos, Mobilidade e Infraestrutura

O mapa acima tematiza o estudo de centralidade e conectividade, numa abordagem fundamental para o planejamento urbano. Utilizando a teoria da sintática espacial, um setor do bairro Padre Esustáquio, em Belo Horizonte, foi estudado. O código de cores representa a intensidade da conectividade viária e a força das centralidades urbanas considerando as edificações:
  • Áreas em vermelho indicam pontos de alta centralidade, onde há maior fluxo de pessoas, serviços e comércio.
  • Áreas em amarelo representam uma centralidade moderada, com boa conectividade mas sem a mesma intensidade dos pontos vermelhos.
  • Áreas em verde e azul indicam locais com menor conectividade, onde há menos fluxo urbano e menor concentração de atividades econômicas.


O Estudo de Centralidade permite:
  • Identificar áreas estratégicas para investimentos públicos e privados.
  • Planejar melhor a distribuição de infraestrutura urbana, garantindo que áreas periféricas sejam integradas ao sistema urbano.
  • Redefinir a hierarquia viária, otimizando fluxos de transporte e acessibilidade.
  • Evitar desigualdades espaciais, promovendo uma distribuição mais equilibrada dos serviços urbanos.

As propostas concretas de intervenção urbana com base no estudo realizado incluem:
  1. Requalificação de vias e calçadas, ampliando a acessibilidade e promovendo maior conforto para pedestres.
  2. Criação de espaços de convivência, como praças e áreas de socialização.
  3. Inserção de mobiliário urbano e cobertura para espaços públicos, promovendo conforto térmico e melhorando a qualidade do ambiente.
  4. Reconfiguração do tráfego, priorizando pedestres e transporte público, garantindo maior fluidez e segurança.
  5. Revitalização de fachadas e ocupação de edificações subutilizadas, incentivando a requalificação urbana e atraindo novos usos para a região

Serviços de modelagem digital do Espaço Urbano
Nossos modelos digitais vão além da simples representação visual, incorporando informações censitárias, dados do Catálogo Técnico Multifinalitário dos municípios, área construída, altura das edificações e outros indicadores fundamentais. Com essa base de dados estruturada, é possível cruzar informações e gerar diagnósticos objetivos sobre a ocupação do espaço urbano, permitindo um planejamento mais eficiente e fundamentado.
A aplicação desses modelos viabiliza uma série de benefícios, como:
  • Análise de densidade urbana e ocupação do solo;
  • Gestão territorial aprimorada, facilitando decisões sobre zoneamento e infraestrutura;
  • Apoio ao planejamento de mobilidade urbana por meio da integração de dados espaciais e populacionais;
  • Monitoramento e preservação do patrimônio histórico e arquitetônico, garantindo intervenções mais precisas;
  • Otimização da arrecadação municipal por meio da atualização de informações sobre edificações e sua área construída.
Estudo de Insolação no recinto urbano
Para exemplificar, no bairro Savassi, uma das regiões mais dinâmicas e adensadas de Belo Horizonte, estudos de simulação de insolação foram realizados para avaliar o impacto da verticalização e da disposição das edificações sobre o microclima urbano. Utilizando modelagens computacionais, pesquisadores analisaram como novas torres comerciais e residenciais poderiam modificar a distribuição da luz solar nas ruas e nas edificações vizinhas.
O estudo revelou que a crescente verticalização da Savassi resultou em zonas de sombreamento prolongado, reduzindo a insolação em praças e passeios, impactando a qualidade do espaço público e o conforto térmico dos pedestres. Além disso, a análise permitiu propor estratégias de mitigação, como a orientação diferenciada das novas edificações, a introdução de fachadas mais permeáveis à ventilação e a criação de áreas verdes que equilibrassem os efeitos do sombreamento e das ilhas de calor.
Esse tipo de simulação é fundamental para que o crescimento urbano ocorra de maneira planejada, evitando que o adensamento excessivo comprometa a qualidade ambiental e o bem-estar da população.

Estudo de Insolação Savassi

Modelagem de Cenários Urbanos, Mobilidade e Infraestrutura

O mapa acima tematiza o estudo de centralidade e conectividade, numa abordagem fundamental para o planejamento urbano. Utilizando a teoria da sintática espacial, um setor do bairro Padre Esustáquio, em Belo Horizonte, foi estudado. O código de cores representa a intensidade da conectividade viária e a força das centralidades urbanas considerando as edificações:
  • Áreas em vermelho indicam pontos de alta centralidade, onde há maior fluxo de pessoas, serviços e comércio.
  • Áreas em amarelo representam uma centralidade moderada, com boa conectividade mas sem a mesma intensidade dos pontos vermelhos.
  • Áreas em verde e azul indicam locais com menor conectividade, onde há menos fluxo urbano e menor concentração de atividades econômicas.


O Estudo de Centralidade permite:
  • Identificar áreas estratégicas para investimentos públicos e privados.
  • Planejar melhor a distribuição de infraestrutura urbana, garantindo que áreas periféricas sejam integradas ao sistema urbano.
  • Redefinir a hierarquia viária, otimizando fluxos de transporte e acessibilidade.
  • Evitar desigualdades espaciais, promovendo uma distribuição mais equilibrada dos serviços urbanos.

As propostas concretas de intervenção urbana com base no estudo realizado incluem:
  1. Requalificação de vias e calçadas, ampliando a acessibilidade e promovendo maior conforto para pedestres.
  2. Criação de espaços de convivência, como praças e áreas de socialização.
  3. Inserção de mobiliário urbano e cobertura para espaços públicos, promovendo conforto térmico e melhorando a qualidade do ambiente.
  4. Reconfiguração do tráfego, priorizando pedestres e transporte público, garantindo maior fluidez e segurança.
  5. Revitalização de fachadas e ocupação de edificações subutilizadas, incentivando a requalificação urbana e atraindo novos usos para a região

Serviços de modelagem digital do Espaço Urbano
Nossos modelos digitais vão além da simples representação visual, incorporando informações censitárias, dados do Catálogo Técnico Multifinalitário dos municípios, área construída, altura das edificações e outros indicadores fundamentais. Com essa base de dados estruturada, é possível cruzar informações e gerar diagnósticos objetivos sobre a ocupação do espaço urbano, permitindo um planejamento mais eficiente e fundamentado.
A aplicação desses modelos viabiliza uma série de benefícios, como:
  • Análise de densidade urbana e ocupação do solo;
  • Gestão territorial aprimorada, facilitando decisões sobre zoneamento e infraestrutura;
  • Apoio ao planejamento de mobilidade urbana por meio da integração de dados espaciais e populacionais;
  • Monitoramento e preservação do patrimônio histórico e arquitetônico, garantindo intervenções mais precisas;
  • Otimização da arrecadação municipal por meio da atualização de informações sobre edificações e sua área construída.
Estudo de Insolação no recinto urbano
Para exemplificar, no bairro Savassi, uma das regiões mais dinâmicas e adensadas de Belo Horizonte, estudos de simulação de insolação foram realizados para avaliar o impacto da verticalização e da disposição das edificações sobre o microclima urbano. Utilizando modelagens computacionais, pesquisadores analisaram como novas torres comerciais e residenciais poderiam modificar a distribuição da luz solar nas ruas e nas edificações vizinhas.
O estudo revelou que a crescente verticalização da Savassi resultou em zonas de sombreamento prolongado, reduzindo a insolação em praças e passeios, impactando a qualidade do espaço público e o conforto térmico dos pedestres. Além disso, a análise permitiu propor estratégias de mitigação, como a orientação diferenciada das novas edificações, a introdução de fachadas mais permeáveis à ventilação e a criação de áreas verdes que equilibrassem os efeitos do sombreamento e das ilhas de calor.
Esse tipo de simulação é fundamental para que o crescimento urbano ocorra de maneira planejada, evitando que o adensamento excessivo comprometa a qualidade ambiental e o bem-estar da população.

Estudo de Insolação Savassi

Melhorias urbanas

O mapa acima tematiza um estudo de centralidade e conectividade, numa abordagem fundamental para o planejamento urbano. Utilizando a teoria da Space Syntax, um setor do bairro Padre Esustáquio, em Belo Horizonte, foi estudado buscando melhorias urbanas. O design urbano propopsto como melhhoria considerou  a intensidade da conectividade viária existente e a força das centralidades urbanas considerando as edificações. 
  • Áreas em vermelho indicam pontos de alta centralidade, onde há maior fluxo de pessoas, serviços e comércio.
  • Áreas em amarelo representam uma centralidade moderada, com boa conectividade mas sem a mesma intensidade dos pontos vermelhos.
  • Áreas em verde e azul indicam locais com menor conectividade, onde há menos fluxo urbano e menor concentração de atividades econômicas.


O Estudo de Centralidade permite:
  • Identificar áreas estratégicas para investimentos públicos e privados.
  • Planejar melhor a distribuição de infraestrutura urbana, garantindo que áreas periféricas sejam integradas ao sistema urbano.
  • Redefinir a hierarquia viária, otimizando fluxos de transporte e acessibilidade.
  • Evitar desigualdades espaciais, promovendo uma distribuição mais equilibrada dos serviços urbanos.

As propostas concretas de intervenção urbana, com base no estudo realizado, incluem (clique na figura para ver):
  1. Criação de estacionamentos não centralizados;
  2. Criação de espaços de convivência, como praças e áreas de socialização em trecho viário de baixa intensidade de volume de tráfego.
  3. Criação de espaços públicos apropriáveis pelas iniciativas comunitárias (feiras e exposições);
  4. Criação de áreas de conforto térmico e ambiência.
  5. Reconfiguração de acesso ao transporte público individual (táxis, mototáxis, bicicletas de alugel, etc.)
  6. Reconfiguração de paradas e acesso ao transporte público coletivo (ônibus principalmente);
  7. Conjunção e proximidade dos modais de transporte;
  8. Paisagismo adequado, garantindo sombreamento e visibilidade das fachadas distintivas e identitárias do lugar.
 Reproduzimos o link de publicações dos membros do grupo, a partir do primeiro autor. Alguns 
HOPPE, Manfredo Frederico Felipe
SOUZA, Renato César Ferreira de Souza
Nossos modelos digitais vão além da simples representação visual, incorporando informações censitárias, dados do Catálogo Técnico Multifinalitário dos municípios, área construída, altura das edificações e outros indicadores fundamentais. Com essa base de dados estruturada, é possível cruzar informações e gerar diagnósticos objetivos sobre a ocupação do espaço urbano, permitindo um planejamento mais eficiente e fundamentado.
 
Estudo de Insolação no recinto urbano
Para exemplificar, no bairro Savassi, uma das regiões mais dinâmicas e adensadas de Belo Horizonte, estudos de simulação de insolação foram realizados para avaliar o impacto da verticalização e da disposição das edificações sobre o microclima urbano. Utilizando modelagens computacionais, pesquisadores analisaram como novas torres comerciais e residenciais poderiam modificar a distribuição da luz solar nas ruas e nas edificações vizinhas.
O estudo revelou que a crescente verticalização da Savassi resultou em zonas de sombreamento prolongado, reduzindo a insolação em praças e passeios, impactando a qualidade do espaço público e o conforto térmico dos pedestres. Além disso, a análise permitiu propor estratégias de mitigação, como a orientação diferenciada das novas edificações, a introdução de fachadas mais permeáveis à ventilação e a criação de áreas verdes que equilibrassem os efeitos do sombreamento e das ilhas de calor.
Esse tipo de simulação é fundamental para que o crescimento urbano ocorra de maneira planejada, evitando que o adensamento excessivo comprometa a qualidade ambiental e o bem-estar da população.

Estudo de Insolação Savassi

Modelagem de Cenários Urbanos, Mobilidade e Infraestrutura

O mapa acima tematiza o estudo de centralidade e conectividade, numa abordagem fundamental para o planejamento urbano. Utilizando a teoria da sintática espacial, um setor do bairro Padre Esustáquio, em Belo Horizonte, foi estudado. O código de cores representa a intensidade da conectividade viária e a força das centralidades urbanas considerando as edificações:
  • Áreas em vermelho indicam pontos de alta centralidade, onde há maior fluxo de pessoas, serviços e comércio.
  • Áreas em amarelo representam uma centralidade moderada, com boa conectividade mas sem a mesma intensidade dos pontos vermelhos.
  • Áreas em verde e azul indicam locais com menor conectividade, onde há menos fluxo urbano e menor concentração de atividades econômicas.


O Estudo de Centralidade permite:
  • Identificar áreas estratégicas para investimentos públicos e privados.
  • Planejar melhor a distribuição de infraestrutura urbana, garantindo que áreas periféricas sejam integradas ao sistema urbano.
  • Redefinir a hierarquia viária, otimizando fluxos de transporte e acessibilidade.
  • Evitar desigualdades espaciais, promovendo uma distribuição mais equilibrada dos serviços urbanos.

As propostas concretas de intervenção urbana com base no estudo realizado incluem:
  1. Requalificação de vias e calçadas, ampliando a acessibilidade e promovendo maior conforto para pedestres.
  2. Criação de espaços de convivência, como praças e áreas de socialização.
  3. Inserção de mobiliário urbano e cobertura para espaços públicos, promovendo conforto térmico e melhorando a qualidade do ambiente.
  4. Reconfiguração do tráfego, priorizando pedestres e transporte público, garantindo maior fluidez e segurança.
  5. Revitalização de fachadas e ocupação de edificações subutilizadas, incentivando a requalificação urbana e atraindo novos usos para a região

Equipe

Ph.D.
Renato César Ferreira de Souza
Coordenador do Grupo de Pesquisa CA_AU
Graduação e mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (1985/1996). Doctor of Philosophy in Architecture and Urban Design (Ph.D) pela The University of Sheffield, Reino Unido (2008).
Professor Associado, dedicação exclusiva, da UFMG.
Credenciado no Programa de Pós-graduação de Arquitetura e Urbanismo da EAUFMG (NPGAU). Leciona no Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG.
Suas áreas de interesse são a Arquitetura e o Urbanismo, com ênfase em Planejamento, Projeto do Espaço Urbano e Saúde Urbana. Igualmente dedica-se ao estudo da Computação Ambiental e suas implicações tecnológicas para a Arquitetura, o espaço urbano, e a saúde pública.
Consolidou dois grupos de pesquisa, o PMDVW (Pesquisa em Material Didático via Web, 1998) e o grupo de pesquisa em CA_AU.
Bolsista de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora do CNPQ – DTII 2011 – no período de 01/03/2012 a 28/02/2015, com a criação do NÚCLEO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA (NIT) PARA PROJETOS EM COMPUTAÇÃO AMBIENTAL, o que auxiliou a consolidação do grupo de pesquisa em Computação Ambiental em Arquitetura e Urbanismo – CA_AU.
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Ph.D Maria Lúcia Malard


Vice-coordenadora do grupo CA-AU
 
Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (1966) e doutorado em Arquitetura e Urbanismo – University of Sheffield (1992).
br>É Professora Emérita da Universidade Federal de Minas Gerais, vinculada à pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo.
Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Projeto de Arquitetura e Urbanismo, atuando principalmente nos seguintes temas:
– arquitetura universitária,
– arquitetura laboratorial,
– tecnologias digitais aplicadas ao ensino.
Desenvolve pesquisas relacionadas ao desenvolvimento da criatividade.
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Dr. Flávio de Lemos Carsalade

Pesquisador Consultor
Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (1979), Mestrado em Arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e Doutorado pela Universidade Federal da Bahia (2007).
Foi presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (1999-2002) e do Instituto de Arquitetos do Brasil/ Departamento Minas Gerais (1995-1998) e Secretário Municipal de Administração Urbana Regional Pampulha da Prefeitura de Belo Horizonte (2004-2007).
É professor da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais desde 1982, onde foi seu diretor (2008-2012) e seu vice-diretor (1988-1991).
Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Planejamento e Projetos da Edificação e Urbanismo, atuando principalmente nos seguintes temas: projetos arquitetônicos e urbanísticos, patrimônio cultural e ensino de arquitetura. Atualmente é Diretor da Editora UFMG e Bolsista de Produtividade em Pesquisa CNPQ
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Dr.ª Waleska Teixeira Caiaffa

Pesquisadora
Doutora Waleska Teixeira Caiaffa é médica, professora titular de epidemiologia e saúde pública da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e líder do Grupo de Pesquisa em Epidemiologia/Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte (OSUBH-GPE).
Pesquisadora 1B do CNPq, tem mestrado em Saúde Pública (saúde internacional e epidemiologia) pela Johns Hopkins University (JHU)- Bloomberg School of Public Health, doutorado pela Universidade Federal de Minas Gerais e pós-doutorado na JHU.
Foi presidente da International Society for Urban Health (ISUH) da New York Academy of Medicine, de 2011 a 2014, quando presidiu a 10a. Conferência Internacional de Saúde Urbana (ICUH), em 2011 em Belo Horizonte, Brasil (www.icuh2011.org).
Foi membro do Comitê Diretivo do Instituto Internacional de Saúde Global da Universidade das Nações Unidas (IIGH-UNU), em Kuala Lumpur, Malásia, de 2015 a 2019.
É editora associada do Journal of Urban Health e do jornal Cities and Health.
Atua principalmente nos temas: saúde urbana; determinantes sociais da saúde com foco na área urbana; avaliação de intervenções urbanas na saúde das populações (originárias ou não do setor saúde); doenças transmissíveis como dengue, COVID-19 e outras, não transmissíveis e uso de drogas no contexto urbano.
Integra o Comitê Diretivo da Rede Latino Americana e do Caribe de Saúde Urbana (Rede-LAC http://drexel.edu/dornsife/research/research-centers/UrbanHealthCollaborative/LAC/members/).
Coordena o Hub-Brasil do Projeto “Salurbal – Saúde Urbana da América Latina”, financiado pela Wellcome Trust (http://drexel.edu/dornsife/news/in-the-media/2017/January/Diez-roux-nbc-10-wellcome-trust-drexel-12-million-award/).
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Dr.ª Doralice Barros Pereira

Pesquisadora
Graduada (1986) e mestre (1992) em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutora em Geografia pela Universidade de Montréal (2002); professora Titular da UFMG, com pesquisas em Geografia Humana em geografia urbana, conflitos territoriais, produção e organização socioespacial de áreas de proteção ambiental, representações sociais e ideologias.
Pesquisas:
A atuação do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil e em Minas Gerais na construção do pensamento geográfico”;
A influência do livro ‘Através do Brasil’ na construção do pensamento geográfico escolar”;
Os cursos de Geografia das Universidades Federais de Minas Gerais e de Uberlândia: memória dos docentes”.
Em outubro de 2016 foi professora visitante na Universidade de Lille 1 (França), instituição com a qual desenvolveu a pesquisa Riquezas Compartilhadas, subprojeto Riquezas naturais, diversidades naturais e diversidades sociais.
Responsável pelo convênio entre a UFMG e a Universidade de Lille 1, de duplo diploma para a Pós-graduação e participação na elaboração de jogos de tabuleiro e digital no projeto Saberes do/para o Mosaico Sertão Veredas/Peruaçu: “construindo possibilidades de ensino/aprendizagem”, em parceria com o Curso de Jogos Digitais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG).
Em 2019 contribuiu no curso Análise do discurso e ideologia: questões de método, com a profa. Rogata Soares del Gaudio, na Universidade de Rovuma, extensão Niassa em Moçambique.
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M.Sc. Gleison Mendes Gerola

Pesquisador
Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual de Maringá (2008), mestrado em Engenharia Urbana pela Universidade Estadual de Maringá (2014) e doutorando do curso de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais (2023 – 2027).
Fez parte do quadro de professores da FEITEP.
Fez parte do quadro docente do Centro Universitário FAMA de Maringá (UNIFAMMA ) onde atuou como coordenador de curso nas modalidades presencial e EAD.
Atuou como professor assistente na Universidade Paranaense (Unipar) e no Centro Universitário Ingá (Uningá).
Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Arquitetura e Urbanismo, atuando principalmente nos seguintes temas:

– cidade sustentável,
– morfologia urbana,
– estatuto da cidade,
– desenho urbano
– paisagem urbana.

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Dr. Gustavo Henrique Campos de Faria
Pesquisador
Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (NPGAU / 2023) da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PósARQ) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Arquiteto e Urbanista graduado pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, com período sanduíche na University of Manitoba (UofM – Canadá).
Atualmente é pesquisador colaborador do Grupo de Modelagem Avançada (GMA-UFSC) que tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisas na área da computação aplicada ao planejamento, desenvolvimento e gestão do ambiente construído, atuando em investigações relacionadas aos impactos das novas mídias nas dinâmicas da vida urbana, desde a interação do usuário com o espaço público ou a gestão da cidade por meio de mídias digitais e como estas influenciam o ensino de arquitetura e urbanismo.

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Dr. Leandro dos Santos Magalhães

Pesquisador
Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (NPGAU / 2019) da Escola de Arquitetura da UFMG, co a tese onde investigou o campo das realidades mistas, aumentadas e virtuais aplicadas para contextos museais.
Mestre pelo NPGAU (2014) quando explorou o desenvolvimento de ferramentas computacionais voltadas para o ambiente construído. Docente em cursos de graduação em Arquitetura e Urbanismo desde 2013.
É sócio e atua no escritório de arquitetura Equipe B desde janeiro de 2007 onde desenvolve projetos arquitetônicos, coordena e desenvolve projetos culturais através de leis de incentivo além de ter coordenado projeto de inovação tecnológica fomentado pelo CNPq.
Desenvolve projetos voltados ao patrimônio edificado prestando serviços de elaboração de projetos museográficos, elaboração de projetos de sinalização, elaboração de projetos expográficos.
Promove pesquisa e desenvolvimento para uso de tecnologias da informação e jogos com apelo cultural aplicadas ao espaço construído, ambiente tridimensional digital, e outros recursos de representação digital da arquitetura com ênfase em patrimônio histórico.
Possui experiência e atuou em atividades de pesquisa, ensino e extensão tecnológica.
É premiado nos campos da Pedagogia (promovendo formas inovadoras de ensino), Arquitetura (projetos com qualidade reconhecida), Gestão (pela forma de gerir e coordenar projetos com equipes multidisciplinares), e Produção digital (produção de jogo digital para celulares e computadores enaltecendo patrimônio histórico arquitetônico).

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Dr. Edilson Pereira

Pesquisador
Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG (2021-2025).
Mestre em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC (2020).
Especialista em Acessibilidade e Desenho Universal pela Universitat Internacional de Catalunya – UIC Barcelona (2015).
Graduado em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (2013).
Graduado em Administração pelo Unisociesc (2007).
 Professor do Centro Universitário Dante – UNIDANTE, e Coordenador do Curso de Arquitetura e Urbanismo na mesma instituição.
Interesse por pesquisas nas áreas de análise sintática, planejamento urbano, mobilidade urbana e ativa.

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Ivana Perucci Esteves dos Santos

Pesquisadora
Arquiteta Urbanista, Mestre em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos. Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atua de forma autônoma em projetos de arquitetura para regularização de edificações em centros históricos. Técnica do Departamento de Projetos na Coordenadoria de Projetos, Infraestrutura e Meio Ambiente da Universidade Federal de Ouro Preto.

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Suéllen Mota Marques Costa

Pesquisadora
Professora e pesquisadora na Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).
Doutoranda em Arquitetura e Urbanismo na Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Mestre em Construção Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (ênfase em materiais cimentícios /2017).
Especialista em Construção Civil pela Escola de Engenharia da UFMG (2014).
Arquiteta e Urbanista pela Escola de Arquitetura da UFMG (2009).
Técnica em edificações pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (2002).
Desenvolve pesquisas em Design para Prevenção do Crime (Crime Prevention Thorough Environmental Design and Design Against Crime) e em Design para Saúde e Qualidade de Vida.
Pesquisadora do Grupo de Computação Ambiental em Arquitetura e Urbanismo da UFMG e do Centro de Estudos em Design e Tecnologia (CEDTec) da UEMG.
Por meio do CEDTec, colabora com as redes internacionais de pesquisa DESIS (Design for Social Inovation and Sustainability) e LENS (Learning Network on Sustainability), bem como com a parceria entre o CEDTec e o Design Against Crime Reserach Lab (DACRL), da University of the Arts London (UAL)

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Dr. Manfredo Frederico Felipe Hoppe

Pesquisador
Doutor, professor em Arquitetura e Urbanismo (UFMG), Mestre em Engenharia Civil (CEFET-MG), graduado em Arquitetura e Urbanismo (PUC MINAS) e Técnico em Informática (FUNEC-MG).
Leciona nos cursos de Pós-graduação (especialização) em Sustentabilidade em cidades, edificações e produtos (UFMG), no curso de Pós- graduação (especialização) em BIM (Puc Minas), no curso de Pós-graduação (especialização) em Conservação e Gestão do Patrimônio Cultural (Puc Minas) e nas graduações em Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo do grupo Anima (UNIBH e UNA).
Possui experiência em elaboração e execução de projetos, obras e coordenação de equipes.
Leciona disciplinas relacionadas à Tecnologia, patologias e materiais de construção, Bim, gestão e planejamento de obras, Projetos e Desenho técnico

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Information Technology in Urban Plces – a Theoretical Framework for the Development of IT applied in the Space.”  (2010)
Este livro busca desenvolver recursos analíticos para abordar problemas e possibilidades decorrentes da incorporação da Tecnologia da Informação (TI) no projeto de espaços públicos, especialmente nas etapas iniciais do processo projetual. A preocupação central é como utilizar componentes de TI para influenciar positivamente diferentes qualidades espaciais. O método proposto inicia-se com uma análise dos espaços públicos, prosseguindo para a identificação de conflitos espaciais que afetam atributos como territorialidade, privacidade, identidade e ambiência. Em seguida, componentes tecnológicos digitais foram correlacionados espacialmente a esses atributos, indicando possíveis aplicações em sistemas que integrem soluções tecnológicas e físico-espaciais. Procura-se demonstrar, assim, que o uso do método desenvolvido pode oferecer subsídios para um conjunto coerente de decisões sobre a aplicação da TI em espaços públicos.

“Body and Power in Architecture: A research for a sensory pedagogy” (2011)
Este livro sintetiza a história do ensino de Arquitetura no Brasil e no Reino Unido, analisando sua relação com a vida política, social e cultural. Destaca como a abordagem pedagógica influencia a sociedade, evidenciando uma forte presença do cartesianismo e do positivismo por meio de uma abordagem “ocularcêntrica”. São apresentados exemplos de como a arquitetura contemporânea brasileira incorporou a supervalorização do sentido da visão, discutindo criticamente suas implicações para o ensino.

“Body and Power in Architecture: A research for a sensory pedagogy” (2011)
Este iBook abordará a questão da criatividade em disciplinas arquitetônicas relacionadas ao ensino de Arquitetura na Universidade de Sheffield. Esta pesquisa é fruto da dissertação realizada no âmbito do curso de Certificado de Pós-Graduação em Ensino Superior (PCHE), da Faculdade de Educação da Universidade de Sheffield, Reino Unido. Os dados foram coletados em 2006, e o texto foi concluído em abril de 2007 por Renato Cesar Ferreira de Souza. O orientador foi o Dr. Jon Scaife. 

Ubicomp, Urban Space And Landscape
Autores: Souza, R. C. F. e Malard, M. L..
  • Este artigo discute o uso de sistemas de Computação Ubíqua (Ubicomp) em projetos de revitalização e requalificação urbana, propondo uma metodologia específica que considera a Tecnologia da Informação (TI) como ferramenta adicional para harmonizar o ambiente urbano com a paisagem, minimizando impactos associados a esses processos. A hipótese central é que, quando componentes e serviços de TI são estrategicamente implantados, respeitando a estrutura local, eles permitem que atividades humanas se harmonizem melhor com a paisagem. Essa ideia baseia-se no conceito heideggeriano de “circunspecção”, segundo o qual a tecnologia eficaz se torna imperceptível à consciência humana. Assim, dispositivos implantados conforme a estrutura topológica local podem incorporar recursos computacionais que melhoram as atividades humanas, integrando-as ao ambiente natural em um contínuo coerente de significado, funcionalidade e disponibilidade tecnológica.
  • Atividades humanas podem, portanto, harmonizar-se melhor com a natureza por meio de objetos cotidianos e elementos espaciais que funcionam como interfaces para serviços computacionais, tornando essas atividades mais eficientes, sustentáveis e econômicas. Essa abordagem é apoiada pela visão de Mark Weiser sobre a evolução da Ubicomp, que prevê uma nova era de tecnologias discretas e ambientes inteligentes que aprimoram o habitar humano.
  • Para testar essa hipótese, um referencial teórico foi desenvolvido e aplicado em três projetos urbanos, realizados por arquitetos no Reino Unido e na Coreia do Sul. Esses estudos de caso destacam o potencial da TI para promover territorialidade, privacidade, identidade e ambiência, ressaltando a importância estratégica da implantação tecnológica adaptada às características e atividades específicas de cada lugar.

 

Combinando tecnologia e pesquisa, nosso grupo oferece um suporte essencial para o desenvolvimento urbano sustentável, ajudando cidades a crescerem de forma planejada, eficiente e socialmente justa.Esses modelos não apenas representam o espaço urbano, mas também possibilitam a integração de diferentes camadas de informação, permitindo o cruzamento de dados entre setores públicos e privados.

Prefeituras, órgãos de planejamento urbano, empresas de tecnologia, construtoras e escritórios de arquitetura e urbanismo podem utilizar essas ferramentas para aprimorar seus projetos e estratégias, garantindo maior eficiência e impacto social. A modelagem auxilia na superação das contradições entre formas sociais e formas físicas, oferecendo suporte ao planejamento urbano sem a pretensão de ser um modelo determinista. O objetivo não é criar um “oráculo urbano“, mas sim fornecer subsídios para a tomada de decisão, compreendendo que, na efetivação dos planos e projetos, novas contradições surgirão e deverão ser enfrentadas com proposições dinâmicas e ajustáveis à realidade social.

A estruturação dessas soluções passa pela Tríplice Hélice da Inovação[1], um modelo teórico que propõe a colaboração entre academia, indústria e governo para impulsionar o desenvolvimento e a inovação. Essa interação permite que o conhecimento acadêmico seja aplicado na prática, promovendo políticas públicas mais embasadas e soluções urbanísticas que atendam às demandas reais da sociedade. Permite também o desenvolvimento industrial orientado.

Para que esses modelos digitais sejam efetivamente adotados, é fundamental uma agenda política focada no bem estar social e um ambiente empresarial que compreenda o impacto dessas ferramentas sobre o público.

O planejamento urbano, quando pensado a partir de dados objetivos, deve priorizar a redução das desigualdades sociais e o fortalecimento da coesão social, garantindo que grupos minoritários também sejam beneficiados. Ao integrar tecnologia, pesquisa acadêmica e políticas públicas, os modelos digitais do espaço urbano tornam-se ferramentas estratégicas para a construção de cidades mais equilibradas, dinâmicas e preparadas para os desafios do futuro.

Referências: {1} O modelo de tripla hélice de inovação, conforme teorizado por Etzkowitz e Leydesdorff, é baseado nas interações entre os três seguintes elementos e seu ‘papel inicial’ associado: universidades engajadas na pesquisa básica, indústrias que produzem bens comerciais e governos que regulam os mercados. À medida que as interações aumentam nesse quadro, cada componente evolui para adotar algumas características da outra instituição, o que dá origem ao híbrido instituições. Existem interações bilaterais entre universidade, indústria e governo.