A Computação Ambiental em Arquitetura e ao Urbanismo é campo de estudos que compreende análises, modelagens e simulações de condições espaciais do ambiente construído.
Por meio da Tecnologia da Informação pretende-se diagnosticar e construir múltiplas hipóteses de soluções para os problemas tratados.
Nos últimos anos, essa abordagem tem ganhado relevância, contribuindo para a sustentabilidade e a resolução de conflitos entre formas sociais e formas físicas.
Este é o site do grupo de pesquisa em Computação Ambiental em Arquitetura e urbanismo da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais. Acesse mais informações sobre o grupo CA_AU no Diretório dos Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico. |
Implementar e divulgar a teorética da Computação Ambiental aplicada à Arquitetura e Urbanismo, visando sua incorporação no ensino e ampliando a transdisciplinariedade para promover diálogo satisfatório com outras áreas do conhecimento.
Aplicar técnicas de representação aprimoradas para as etapas iniciais de projetos, com o objetivo de aumentar sua preditibilidade.
Capacitar docentes e discentes da graduação e pós-graduação no uso da Computação Ambiental, estimulando o debate e promovendo sua adoção em pesquisas de inovação tecnológica.
Viabilizar a implementação de soluções computacionais de Arquitetura e Urbanismo por meio do desenho, criação e difusão de software e hardware específicos para aplicação em pesquisa pesquisa e serviços.
Explorar e sistematizar metodologias de visualização de sistemas ambientais computacionais, utilizando os recursos institucionais disponíveis para analisar sua eficácia e aplicabilidade em diferentes contextos.
Promover a difusão de resultados através de publicações científicas e apresentações em eventos acadêmicos, articulando a produção do grupo com programas de pesquisa e ensino, comunicando os avanços na área em fóruns especializados.
Modelagem e Simulação
– Criação de modelos digitais de cidades para análise e planejamento urbano;
– Simulações do ambiente para avaliar ventilação, insolação, consumo energético e impacto climático;
– Testes de cenários urbanos otimizados na mobilidade urbana e na sua infraestrutura;
Gestão e Análise de Dados Espaciais
– Desenvolvimento de sistemas de testes e modelagem da informação da cidade (City Information Modeling – CIM);
– Uso de SIG (Sistemas de Informações Geográficas) para mapeamento e análise de acessibilidade, infraestrutura e serviços públicos;
– Análise de iniquidades sociais e planejamento de intervenções urbanas baseadas em dados.
Desenvolvimento de Interfaces
– Projetos de interfaces intuitivas para visualização de dados urbanos;
– Criação de aplicativos para monitoramento e gestão;
– Sensoriamento remoto.
Consultoria em Sustentabilidade e Planejamento Urbano
– Estudos de impacto ambiental e estratégias de desenvolvimento sustentável;
– Propostas para requalificação de espaços públicos e áreas degradadas;
– Implementação de soluções para cidades, buscando mais resiliência e sustentábilidade.
Suporte a Decisões em Políticas Públicas
– Assessoria técnica para a governância na formulação de políticas urbanas;
– Modelagem prospectiva para planejamento de infraestrutura, habitação e transportes;
– Análises de viabilidade para projetos urbanos.
Publicações e Produção Acadêmica
– Desenvolvimento de pesquisas e artigos científicos;
– Produção de materiais técnicos para gestores urbanos e profissionais da área (tutoriais).
A prestação de serviços acadêmicos é estruturada como um projeto que deve atender os princípios da extensão universitária, como interação dialógica, impacto social e formação estudantil.
Consulte nossos termos, caso queira e esclareça suas dúvidas.
– cidade sustentável,
– morfologia urbana,
– estatuto da cidade,
– desenho urbano
– paisagem urbana.
Combinando tecnologia e pesquisa, nosso grupo oferece um suporte essencial para o desenvolvimento urbano sustentável, ajudando cidades a crescerem de forma planejada, eficiente e socialmente justa.Esses modelos não apenas representam o espaço urbano, mas também possibilitam a integração de diferentes camadas de informação, permitindo o cruzamento de dados entre setores públicos e privados.
Prefeituras, órgãos de planejamento urbano, empresas de tecnologia, construtoras e escritórios de arquitetura e urbanismo podem utilizar essas ferramentas para aprimorar seus projetos e estratégias, garantindo maior eficiência e impacto social. A modelagem auxilia na superação das contradições entre formas sociais e formas físicas, oferecendo suporte ao planejamento urbano sem a pretensão de ser um modelo determinista. O objetivo não é criar um “oráculo urbano“, mas sim fornecer subsídios para a tomada de decisão, compreendendo que, na efetivação dos planos e projetos, novas contradições surgirão e deverão ser enfrentadas com proposições dinâmicas e ajustáveis à realidade social.
A estruturação dessas soluções passa pela Tríplice Hélice da Inovação[1], um modelo teórico que propõe a colaboração entre academia, indústria e governo para impulsionar o desenvolvimento e a inovação. Essa interação permite que o conhecimento acadêmico seja aplicado na prática, promovendo políticas públicas mais embasadas e soluções urbanísticas que atendam às demandas reais da sociedade. Permite também o desenvolvimento industrial orientado.
Para que esses modelos digitais sejam efetivamente adotados, é fundamental uma agenda política focada no bem estar social e um ambiente empresarial que compreenda o impacto dessas ferramentas sobre o público.
O planejamento urbano, quando pensado a partir de dados objetivos, deve priorizar a redução das desigualdades sociais e o fortalecimento da coesão social, garantindo que grupos minoritários também sejam beneficiados. Ao integrar tecnologia, pesquisa acadêmica e políticas públicas, os modelos digitais do espaço urbano tornam-se ferramentas estratégicas para a construção de cidades mais equilibradas, dinâmicas e preparadas para os desafios do futuro.
Referências: {1} O modelo de tripla hélice de inovação, conforme teorizado por Etzkowitz e Leydesdorff, é baseado nas interações entre os três seguintes elementos e seu ‘papel inicial’ associado: universidades engajadas na pesquisa básica, indústrias que produzem bens comerciais e governos que regulam os mercados. À medida que as interações aumentam nesse quadro, cada componente evolui para adotar algumas características da outra instituição, o que dá origem ao híbrido instituições. Existem interações bilaterais entre universidade, indústria e governo.