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090220 – EA – ARQUITETURA E URBANISMO/MD | |
DIP 826/A – TECNOLOGIAS DE INF. NO ESP. ARQ. E URB. |
Com o aumento populacional e consequente crescimentos dos complexos urbanos, um dos problemas que emergem é a incorporação da Tecnologia da Informação (TI), na concepção, representação, projeto, apropriação e gestão eficiente dos espaços, considerando sua extensa variedade e diversidade. Objetiva-se desenvolver pesquisas (de metodologias ou tecnologias) que contemplem essa temática, numa visão transversal dos campos de conhecimento que nela interagem. Os tópicos de interesse são: a TI aplicada ao espaço arquitetônico e urbano, com ênfase no desenvolvimento de sistemas computacionais úteis para a cidade (GIS, Análise sintática e outras métricas urbanas); inovação tecnológica na acessibilidade urbana e no desenho universal para a cidade; a TI em suporte à saúde dos assentamentos humanos. |
01 Apresentação ——————– 02 Epistemologia 03 Informação, Tecnologia, Espaço e Sociedade 04 Informação, Tecnologia, Espaço e Sociedade 05 Equipamentabilidade / O Lugar ——————— 06 Componentes digitais, ontologia do lugar e sua topologia 07 Aplicações / sintaxe espacial 08 Avaliação dos projetos de pesquisa de mestrado ou doutorado considerando o conteúdo da disciplina. |
Combinando tecnologia e pesquisa, nosso grupo oferece um suporte essencial para o desenvolvimento urbano sustentável, ajudando cidades a crescerem de forma planejada, eficiente e socialmente justa.Esses modelos não apenas representam o espaço urbano, mas também possibilitam a integração de diferentes camadas de informação, permitindo o cruzamento de dados entre setores públicos e privados.
Prefeituras, órgãos de planejamento urbano, empresas de tecnologia, construtoras e escritórios de arquitetura e urbanismo podem utilizar essas ferramentas para aprimorar seus projetos e estratégias, garantindo maior eficiência e impacto social. A modelagem auxilia na superação das contradições entre formas sociais e formas físicas, oferecendo suporte ao planejamento urbano sem a pretensão de ser um modelo determinista. O objetivo não é criar um “oráculo urbano“, mas sim fornecer subsídios para a tomada de decisão, compreendendo que, na efetivação dos planos e projetos, novas contradições surgirão e deverão ser enfrentadas com proposições dinâmicas e ajustáveis à realidade social.
A estruturação dessas soluções passa pela Tríplice Hélice da Inovação[1], um modelo teórico que propõe a colaboração entre academia, indústria e governo para impulsionar o desenvolvimento e a inovação. Essa interação permite que o conhecimento acadêmico seja aplicado na prática, promovendo políticas públicas mais embasadas e soluções urbanísticas que atendam às demandas reais da sociedade. Permite também o desenvolvimento industrial orientado.
Para que esses modelos digitais sejam efetivamente adotados, é fundamental uma agenda política focada no bem estar social e um ambiente empresarial que compreenda o impacto dessas ferramentas sobre o público.
O planejamento urbano, quando pensado a partir de dados objetivos, deve priorizar a redução das desigualdades sociais e o fortalecimento da coesão social, garantindo que grupos minoritários também sejam beneficiados. Ao integrar tecnologia, pesquisa acadêmica e políticas públicas, os modelos digitais do espaço urbano tornam-se ferramentas estratégicas para a construção de cidades mais equilibradas, dinâmicas e preparadas para os desafios do futuro.
Referências: {1} O modelo de tripla hélice de inovação, conforme teorizado por Etzkowitz e Leydesdorff, é baseado nas interações entre os três seguintes elementos e seu ‘papel inicial’ associado: universidades engajadas na pesquisa básica, indústrias que produzem bens comerciais e governos que regulam os mercados. À medida que as interações aumentam nesse quadro, cada componente evolui para adotar algumas características da outra instituição, o que dá origem ao híbrido instituições. Existem interações bilaterais entre universidade, indústria e governo.